Com a água azul e o infinito.
Também pude voar e dancei muito em contato com ar.
O fogo se ascendeu em mim como nunca, e ao mesmo tempo como sempre.
Senti cheiro de terra molhada e isso alegrou meus pulmões,
Me fazendo viajar em paisagens passadas e ao mesmo tempo tão desconhecidas...
Um dia antes de chegar ao alto do morro,
O Cristo chorou sobre nossas cabeças, e chorou muito...
Naquela manhã eu dispensei meu guarda-chuva para minha bolsa ficar mais leve.
Na mesma noite, um homem sem ter conciência do que fazia, cantou nos meus ouvidos e me fez lembrar que o poeta continua vivo.
Na outra noite, ou seria na mesma? Borboletas voaram sobre a minha cabeça, eram muitas as borboletas, de muitas cores e tamanhos.
Se enroscaram no meu cabelo, algumas penetram no turbilhão dos meus pensamentos, e dançaram nos meus desejos mais profundos.
Esses dias morei numa casinha de boneca , com uma gata que me esperava na janela.
Renata Laurentino
23 de maio de 2009







